sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

V e VI semanas

Caros leitores:
Mais duas semanas passaram nesta calma cidade alentejana e as atividades realizadas não foram muito diferentes das anteriores, no entanto, todas elas enriquecedoras e positivas, do ponto de vista da aprendizagem. As atividades realizadas passaram por:
·         Vistoria a uma churrasqueira e realização do respetivo auto de vistoria.
·         Realização de um parecer de um projeto de arquitetura a uma frutaria.
·         Análise de um projeto de um hotel e elaboração do respetivo parecer sanitário.
·         Auditoria à sala de esterilização e à garagem de resíduos hospitalares de um centro de saúde.
·         Colheitas de águas para consumo humano e de águas da piscina municipal de Santiago do Cacém (superfície e profundidade).
·         Vistoria aos talhos de Santiago do Cacém.


Vistoria a uma churrasqueira
No decorrer da V semana de estágio, nós, os três estagiários, em conjunto com a TSA Rosa Nunes, realizámos uma vistoria de rotina a uma churrasqueira do concelho de Santiago do Cacém, durante essa vistoria pudemos observar alguns pontos a corrigir, pois segundo o regulamento da CE nº852/2004 de 29 de Abril, no n.º4, Capitulo IX, Anexo II, é referido que se deve colocar um recipiente para os resíduos com tampa hermética de comando não manual e facilmente higienizável pois o da churrasqueira em causa tinha a tampa avariada. Recomendou-se a existência de um sistema de drenagem de águas do pavimento adequado, com proteção de ralos na zona de preparação dos alimentos e ainda foi recomendado evitar o cruzamento dos géneros alimentícios com a copa suja, a fim de evitar a contaminação dos mesmos de modo a que não seja colada em causa a higiene e segurança alimentar.

Elaboração do parecer de um projeto de frutaria
Chegou ao serviço de saúde pública, do nosso centro de saúde, um projeto de arquitetura para que fosse dado o respetivo parecer sanitário, no entanto, aquando da sua análise, ocorreram algumas dúvidas que fizeram com que nos tivéssemos de deslocar ao local que, segundo o que seria de esperar já estava em funcionamento. As dúvidas surgiram do facto de que na planta do estabelecimento faltava muita informação acerca do tipo de fruta que venderiam e, se seria apenas fruta ou também legumes. Surgiram ainda dúvidas do acondicionamento dessas mesmas frutas e de como seria feita a reposição, uma vez que, o armazém tinha dimensões muito reduzidas e não permitia a arrumação de stock.
Quando realizámos a visita pudemos perceber que apenas se vendiam frutas e legumes que não necessitavam de refrigeração, que o armazém era realmente de pequenas dimensões mas que a única fruta existente era a que estava para venda ao público, pois não existiria stock em armazém. No entanto existia um problema no acondicionamento da fruta, pois algumas delas estavam em caixas de madeira e de cartão e, segundo o regulamento da CE nº852/2004 de 29 de Abril, no n.º4, Capitulo IX, Anexo II, é referido que se deve armazenar/conservar os produtos alimentares em condições adequadas (que evitem a sua deterioração e os protejam de qualquer contaminação) nomeadamente assegurando a sua colocação em locais com materiais imputrescíveis, como por exemplo, em caixas de plástico.
Em ato de parecer sanitário foi ainda referido que o referido estabelecimento deverá:
·         Dispor de armário/cacifo individual, na área de serviço, em número igual ao dos trabalhadores, possível de fechar à chave, por forma a que lhes seja permitida a mudança do vestuário que não seja utilizado durante o trabalho e, por forma a guardar objetos de uso pessoal (art. 41º do Dec. Lei n.º 243/86, de 20 de Agosto e n.º 2 e 5 – 18.º da Portaria 987/93, de 6 de Outubro).
·         Dispor de uma caixa ou bolsa com conteúdo mínimo destinado a primeiros socorros (soro fisiológico – lavagem de feridas/queimaduras; solução dérmica desinfetante; álcool; luvas descartáveis; compressas esterilizadas; ligadura/s; tesoura; adesivo; pomada para queimaduras superficiais; pensos rápidos) (n.º 1, art. 48º do DL n.º 243/86, de 20/08 e n.º 1, art. 21º da Portaria 987, de 6 de Outubro);
·         Garantir o controlo de pragas, nomeadamente insetos e roedores, através de processos adequados (alínea c, n.º 2, Capítulo I, Anexo II do Regulamento (CE) N.º 852/2004 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 29 de Abril de 2004).

              Depois de serem dadas todas estas recomendações e alertas o parecer foi favorável.
 
Análise de um projeto de um hotel
  
O hotel ao qual já tínhamos dado parecer devido ao interesse de aumentar as estrelas de 3 para 4 apareceu com novo projeto, desta vez, para ampliação do mesmo. Essa ampliação vai passar pela construção de um conjunto de habitações e respetivos edifícios de apoio. Quando pegámos nas plantas, percebemos que mais uma vez, tal como no projeto anterior faltava muita informação, sendo a mais importante a planta das piscinas com a descrição do respetivo tratamento e dos produtos usados e ainda todo o circuito hidráulico, por isso, o licenciamento da piscina foi condicionado. Para além da falta do projeto da piscina existe ainda falta de informação sobre o equipamento e modo de laboração (marcha-em-frente) na cozinha, por isso, foram aconselhadas as seguintes medidas:

  • Equipar a cozinha com um lavatório de comando não manual devidamente localizados e indicados para a lavagem das mãos, materiais de limpeza e dispositivos de secagem higiénica das mãos (n.º 4, Capítulo I, Anexo II do Regulamento (CE) N.º 852/2004 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 29/04/2004);
  • Todos os lavatórios ou outros equipamentos do mesmo tipo, destinados à lavagem de alimentos devem dispor de um abastecimento adequado de água potável quente e/ou fria (n.º 3, Capítulo II, Anexo II do Regulamento (CE) N.º 852/2004 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 29 de Abril de 2004);
  •  A cozinha deverá possuir dispositivos de extração de fumos e cheiros (alínea 1) do art. 15º da Portaria nº 937/2008 de 20 Agosto e art. 109º do DL nº 38 382 de 7 de Agosto de 1951);
  • Na cozinha, as superfícies (incluindo as dos equipamentos) das zonas em que os géneros alimentícios são manuseados, nomeadamente as que entram em contacto com os géneros alimentícios, devem ser mantidas em boas condições e devem poder ser facilmente limpas e, sempre que necessário, desinfetadas. Para o efeito, deverão ser utilizados materiais lisos, laváveis, resistentes à corrosão e não tóxicos (alínea f, n.º 1, Capítulo II, Anexo II do Regulamento (CE) N.º 852/2004 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 29 de Abril de 2004);
  • Criar/diferenciar os espaços destinados a copa suja (preparação de alimentos) e copa limpa (empratamento e distribuição) e assim o circuito de louça suja relativamente ao circuito de louça limpa, possibilitando a execução higiénica das operações que lhe estão inerentes de forma a prevenir possíveis toxi-infeções alimentares originadas por infeções cruzadas. Assim, o circuito da louça suja deverá ser de tal forma que permita a chegada à copa suja sem cruzar com zonas “limpas” como por exemplo a área das louças lavadas, o empratamento ou similares (alínea a, n.º 2, capítulo I, Anexo II do Regulamento (CE) n.º 852 de 29 de Abril de 2004);
  • Adquirir recipiente para os resíduos, com comando de pé, resistente e facilmente higienizável, com tampa para a cozinha/copa (n.º 1 e n.º 3, art. 9º do D.L. 243/86 de 20 de Agosto;
  • Dotar os lavatórios das instalações sanitárias do pessoal e dos utentes de sabão não irritante e dispositivos automáticos de secagem de mãos ou toalhas individuais de papel (alínea d do n.º 3, art. 38º do Decreto-Lei n.º 243/86, de 20 de Agosto);
  • Providenciar armário/cacifo individual, em número igual ao dos trabalhadores, possível de fechar à chave, para que lhes seja permitida a mudança do vestuário que não seja utilizado durante o trabalho e de forma a guardar objetos de uso pessoal (art. 41º do Decreto-Lei n.º 243/86, de 20 de Agosto e n.º 2 e 5 – 18.º da Portaria 987/93, de 6 de Outubro);
  • Dotar o estabelecimento de equipamentos que permitam assegurar a separação dos resíduos na origem de forma a promover a sua valorização por fluxos e fileiras (n.º 4, art. 4º, D.R. n.º 20/2008, de 27 de Novembro);
  • Armazenar/conservar os produtos alimentares em condições adequadas (que evitem a sua deterioração e os protejam de qualquer contaminação) nomeadamente assegurando a sua colocação em locais com materiais resistentes, lisos, imputrescíveis, facilmente laváveis e a uma distância de, pelo menos, 10 cm do chão (n.º 4, Capítulo IX, Anexo II do Regulamento (CE) N.º 852/2004 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 29 de Abril de 2004);
  • Deverá dispor de uma caixa ou bolsa com conteúdo mínimo destinado a primeiros socorros (Soro fisiológico – lavagem de feridas/queimaduras, Betadine, solução dérmica; Luvas descartáveis; Compressas esterilizadas; Ligaduras, Tesoura; Adesivo; Comprimidos para febre/dores; Pensos rápidos) (n. 1, art. 48º do Dec. Lei nº 243/86 de 20 Agosto);
  • Garantir o controlo de pragas, nomeadamente insetos e roedores, através de processos adequados, (como por exemplo, redes mosquiteiras nas janelas, eletrocutores de insetos e reposteiros flexíveis nas portas de entrada) (alínea c, n.º 2, Capítulo I, Anexo II do Regulamento (CE) N.º 852/2004 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 29 de Abril de 2004);
  • Dotar as despensas e armazéns interiores de ventilação e iluminação adequada;
  • Deverá possuir um espaço/armário fechado, devidamente fechado e identificado, para colocação de produtos e equipamentos de limpeza (art. 29º do Dec. Lei nº 243/86, de 20 Agosto).
Se todas estas recomendações forem cumpridas, o hotel possuirá as características ideais para laboral. Todas estas recomendações serão verificadas numa posterior vistoria aquando da realização e finalização da respetiva obra.
 
Auditoria à sala de esterilização
No decorrer da VI semana de estágio acompanhamos a TSA Rosa a uma auditoria à sala de esterilização e garagem de resíduos. Neste ponto vou apenas referir a sala de esterilização, uma vez que, dos resíduos hospitalares falarei num post específico. O processo esterilização tem como finalidade assegurar o processamento dos dispositivos médicos reutilizáveis utilizados na prestação de cuidados ao doente, seguindo as normas de qualidade.
A atividade diária inclui as seguintes tarefas:
  • Recolher e transportar os dispositivos médicos reutilizáveis a serem alvo de processamento;
  • Preparar e rotular os dispositivos médicos rececionados;
  • Assegurar a esterilização dos dispositivos médicos reutilizáveis;
  • Distribuir todo o material processado;
  • Assegurar o fornecimento de compressas estéreis aos serviços utilizadores;
  • Promover junto dos serviços utilizadores, ações condutoras de boas práticas no armazenamento de materiais estéreis.

Os postos de trabalho (auxiliares de ação médica) contemplam o Operador de esterilizador a vapor, Preparação, Empacotamento e Selagem de material, Recolha e Distribuição de material dos e para os serviços utilizadores.
Foram vários os problemas encontrados, um deles era a falta de formação das auxiliares no que diz respeito ao modo de laboração do esterilizador, pois neste deveria ser colocado sal que estava na mesma sala mas nunca ninguém o tinha usado. Um outro problema era o circuito que estava cruzado, cruzando o sujo com o limpo e ainda a existência de máquinas que não tinham utilidade nenhuma e só estavam a ocupar espaço que poderia servir para fazer um melhor circuito do material. Depois da auditoria foi elaborado o auto a declarar todos estes problemas.

Imagem 1 - Embalamento

Imagem 2 - Selagem

Imagem 3 - Esterilização


sábado, 24 de dezembro de 2011

Boas Festas!


Em breve publicarei mais experiências e trabalhos efetuados ao longo deste estágio!
Boas Festas a todos!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Colheita de mosquitos imaturos - larvas

Nos dias que correm, as alterações climáticas têm apresentado um problema grave a nível ambiental, social e económico. Estas alterações são responsáveis pelo aumento de temperaturas que se têm tornado adversas, bem como a ocorrência de cheias e secas que constituem um grave risco para a saúde das populações, quer pelas doenças associadas à água, à alimentação, entre outros, quer pelo aumento de doenças transmitidas por vetores.

As doenças transmitidas por vetores são doenças infeciosas transmitidas aos seres humanos e a outros vertebrados, por vetores como mosquitos e carraças, infetados por agentes patogénicos. Estas doenças apresentam frequentemente padrões sazonais distintos o que permite estabelecer uma associação ao clima.

Para combater estes problemas e uma vez que o número de agentes etiológicos transmitidos por vetores, assim como a sua área de distribuição e incidência na Europa tem vindo a aumentar nos últimos anos, revela-se fundamental identificar e determinar a sua prevalência para se determinar a potencial incidência destas doenças. De modo a instigar estas ações, foi celebrado um protocolo entre as Administrações Regionais de Saúde (ARS), Direcção-Geral da Saúde (DGS) e Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) / Centro de Estudos de Vetores de Doenças Infeciosas (CEVDI), que desenvolveu a Rede de Vigilância de Vetores – REVIVE, com o intuito de identificar quais as espécies de vetores existentes em Portugal, a sua localização geográfica e a caracterização do seu papel enquanto vetor de agentes de doença. O REVIVE iniciou-se com a vigilância de culicídeos (mosquitos e larvas) em 2008, a nível nacional, sendo em 2011 alargado à vigilância de ixodídeos (carraças).

Esta rede tem como objetivos:
·         Criar formas de campanhas de educação, informação da população e comunidade médica;
·         Equipar as ARS para a colheita periódica ou esporádica de vetores culicídeos;
·         Vigiar a atividade de mosquitos vetores, caracterizando as espécies e a ocorrência sazonal em locais previamente selecionados e detetar atempadamente a introdução de mosquitos;
·         Emitir alertas para adequação das medidas de controlo, em função da densidade de vetores identificada.


Durante a semana IV do presente estágio tivemos a oportunidade de colher algumas larvas de mosquitos, mas apenas as pudemos colher como larvas e só para ficarmos com a ideia de como proceder a essa colheita, uma vez que, o programa REVIVE é colocado em prática entre os meses de Maio e Outubro, como tal as larvas de mosquito que colhemos não serão encaminhadas para o Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge como seria realizado se as colhêssemos em tempo de prática do programa.
A colheita das larvas de mosquito foi feita em água estagnada e límpida que se encontrava num recipiente ao sol, fez-se a colheita com uma pequena rede e colocaram-se as larvas num garrafão de plástico, aberto ao meio com água.
Imagem 1 - Colheita de larvas de mosquito
Imagem 2 - Larvas de mosquito colhidas

Vou agora descrever o ciclo de vida do mosquito-culicidae que passa por seis fases, sendo elas:
Ovo
·         Depositados sobre ou perto da água;
·         Escurecem nas primeiras 12-24 h;
·         Morfologia consoante a espécie (Anopheles flutuadores);
·         Período de incubação variável.

Imagem 3 - Ovo de mosquito

Larva
·         Vive sempre na água;
·         Alimenta-se;
·         4 Períodos de desenvolvimento;
·         No fim de cada período muda o revestimento do corpo;
·         Corpo dividido em 3 regiões (Cabeça, Tórax, Abdómen).
Imagem 4 - Larva de mosquito

Pupa
·         Vive sempre na água;
·         Muito ativa;
·         Forma de vírgula;
·         Não se alimenta;
·         Corpo dividido em 2 segmentos (Cefalotórax e abdómen).

Imagem 5 - Pupa de mosquito

Adulto ou Imago I
·         O corpo é alongado, pernas e asas longas, sendo as posteriores modificadas em pequenos órgãos sensoriais de equilíbrio: os halteres ou balancetes;
·         Alimentam-se de fluídos através de uma probóscide longa, adaptada à ingestão de néctares nos machos e fêmeas, e à perfuração da pele, para a ingestão de sangue, nas fêmeas;
·         O odor corporal e o CO2 são os primeiros estímulos detetados pelos recetores sensoriais dos palpos maxilares e antenas das fêmeas, seguindo-se os estímulos visuais e térmicos na proximidade do hospedeiro.
Imagem 6 - Mosquito a sair da pupa

Adulto ou imago II
·         A saliva contém anti-hemostáticos e vários imunogénios, responsáveis pela reação alérgica;
·         O sistema excretório da fêmea elimina, enquanto se alimenta, água e sais em quantidade tóxica – diurese;
·         Os a.a. resultantes da digestão das proteínas vão ser reconstituídos na matéria adiposa da fêmea como gema proteica e depois transportados para os ovários e incorporados nos oócitos, ocorrendo uma postura de ovos maduros e férteis.


Adulto ou imago III
·         Os mosquitos machos detetam especificamente o som que as fêmeas emitem ao voar, reflexo do batimento alar característico de cada espécie;
·         Acasalamento particular: os machos formam enxames de poucos indivíduos a vários milhares acasalando com uma fêmea conspecífica que entre no enxame;
·         As atividades comportamentais dos mosquitos adultos – emergência, acasalamento, alimentação e oviposição – ocorrem em determinados períodos do dia específicos, variando entre espécies.
Imagem 7 - Mosquito Adulto

Imagem 8 - Ciclo de vida do mosquito


Para que se possa prevenir/controlar o problema da proliferação de doenças infeciosas a partir da picada de mosquito existem vários métodos, tais como:


Métodos físicos ou ecológicos
·       Saneamento de zonas de retenção fácil de águas fluviais;
·       Drenagem de terrenos;
·       Secagem de pântanos;
·       Cultivo de solos abandonados;
·       Adequação das infra-estruturas de saneamento aos aumentos sazonais de população;
·      Controlo de descargas selvagens de resíduos urbanos;

Métodos químicos
·       Inseticidas - o maior inconveniente é não serem seletivos e eliminarem outras espécies além das espécies-alvo. São também bastante falíveis dado que muitas espécies desenvolvem mecanismos de resistência genética.


Exterior
·         Usar mangas compridas e calças quando os mosquitos estão mais ativos (manhã/pôr-do-sol);
·         Usar repelentes.


Interior
·         Instalar redes nas portas e janelas; utilizar produtos repelentes;
·         Eliminar águas estagnadas nas proximidades (pneus velhos, pratos dos vasos de plantas) que são habitats potenciais para as posturas;
·         Cloro na água de fontes e piscinas.


      Para fazer o registo da colheita de larvas de mosquito utilizámos uma folha de registo(Imagem 9) que, em condições normais, seguiria para o laboratório junto com a colheita.


Imagem 9 - Folha de registo de colheia de larvas

III e IV semanas

Durante as duas semanas passadas vivemos numa unidade de saúde pública um pouco mais calma, em que, com a chegada do frio as atividades diminuíram um pouco. Nestas duas semanas realizámos atividades que já tínhamos realizado nas duas anteriores, tais como:
·       Recolha de águas de consumo humano em algumas freguesias do Concelho de Santiago do Cacém. Este processo foi efetuado da mesma maneira que o do anterior post sobre águas para consumo humano (se quiserem ver cliquem aqui);
·       Análise de projetos a fim de efetuar o respetivo parecer (cabeleireiro e turismo rural);
·       Visita com o técnico do projeto a um estabelecimento de bebidas que pretende alterar a sua atividade para estabelecimento de Take away. O problema encontrado foi a localização da preparação dos alimentos que era a mesma localização da loiça, não existindo assim um sistema marcha-em-frente sem contaminação cruzada;

·       Visita a uma sala de aula, que faz parte de uma escola e que vai ser transformada em estabelecimento de bebidas. Esta visita teve como fim o esclarecimento de algumas dúvidas como, a constituição do pavimento, que era de madeira e deveria ser alterado e a localização dos sujos e dos limpos de modo a não existir cruzamento;
·       Vistoria a um Hotel, cujo objetivo serviu para complementar algumas dúvidas que surgiram da leitura e análise do projeto que nos chegou às mãos e que tinham de ser esclarecidas por nós.


Para além das atividades anteriormente descritas realizámos mais quatro atividades que nunca tínhamos tido a oportunidade de realizar, tais como:

·       Apresentação de um projeto sobre a roda dos alimentos a alunos do 1ºAno de uma escola primária em Vila Nova de Santo André;

·       Colheita de larvas de mosquito em águas estagnadas em Vila Nova de Santo André;

·       Visita a um Navio de contentores que estava atracado no porto de Sines;
·       Apresentação de um projeto sobre resíduos (4 R´s) à comunidade de pais e professores dos alunos da escola primária de São Domingos;
·       Ida à Rádio Sines a fim de gravarmos algumas crónicas, entre elas, uma sobre qualidade do ar interior que foi escrita e gravada por mim e que em breve disponibilizarei aqui. Tenho apenas a dizer no momento que a experiência foi ótima e diferente.



Vistoria a um Hotel
            No decorrer da avaliação de um projeto de um hotel que pretende passar de 3 a 4 estrelas, foram avaliados determinados parâmetros, como as acessibilidades, o tratamento da água da piscina e acessos à mesma. No decorrer da avaliação surgiram várias dúvidas, uma vez que, não existia na planta um corte da piscina e não existia qualquer informação acerca do tratamento da mesma, foi então que o TSA Diogo nos levou ao hotel a fim de esclarecermos as dúvidas que existiam. Ao longo da vistoria podemos verificar que as condições e acessibilidades do hotel estavam muito melhores que o que estava desenhado na planta e, por isso, ficámos mais satisfeitos. Quando chegámos à piscina e vimos o respetivo tratamento concluímos que este estava nas devidas condições, sendo que o problema de maior impacto e que já estava a ser resolvido, era a inexistência de drenos e a sua ligação direta aos esgotos, para que, quando existisse algum problema poderem remover a camada superficial da água sem infetar a restante água da piscina. Um outro problema é ainda a inexistência de lava-pés e chuveiros (apenas existia um) em número suficiente e que deveria existir de modo a fazer com que as pessoas fossem “obrigadas” a passar por eles antes de entrar na piscina.

Depois da vistoria ao hotel foi elaborado o parecer sanitário do projeto de arquitetura.





 

No decorrer desta visita senti dificuldades na parte do tratamento da água das piscinas pois, nunca tinha ouvido falar de certos tipos de tratamento e caudais necessários, entre outros. No entanto o TSA Diogo foi-nos sempre tentando pôr a par dos respetivos tratamentos. No final fiquei satisfeita com as condições interiores do respetivo hotel, principalmente dos quartos, pois existiam sete quartos para pessoas com mobilidade condicionada completamente estruturados e adaptados, coisa que não estava presente na planta que nos chegou às mãos.

Apresentação do projeto “Roda dos Alimentos” e resíduos “4r´s”
Existe hoje, evidência que a educação alimentar pode ter resultados extremamente positivos, em especial quando desenvolvida com grupos etários mais jovens, no sentido da modelação e da capacitação para escolhas alimentares saudáveis.
Os programas e esforços de educação alimentar devem ser contínuos e multifacetados. Melhorar o comportamento alimentar de indivíduos e de comunidades não é tarefa de curta duração. Para além da família, a escola, em cooperação com serviços de saúde, autarquias e outras estruturas da comunidade, oferece condições privilegiadas para o desenvolvimento deste processo.
Em contexto escolar, educar para a saúde consiste em dotar as crianças e os jovens de conhecimentos, atitudes e valores que os ajudem a fazer opções e a tomar decisões adequadas à sua saúde e ao seu bem-estar físico, social e mental, bem como a saúde dos que os rodeiam, conferindo-lhes assim um papel interventivo.
Se tiver curiosidade clique na imagem seguinte e poderá ver o manual para uma alimentação saudável em jardins de infância.



Posto isto, e tendo em conta o aumento da obesidade infantil por todo o país e em algumas crianças do concelho a USP de Santiago de Cacém tem um projeto de sensibilização direcionada para crianças do concelho, que consta numa apresentação bastante lúdica e interativa da roda dos alimentos. Sendo assim eu, em conjunto com os meus colegas e o TSA Diogo fomos a uma escola do concelho, ao 1ºano de escolaridade apresentar o projeto da roda dos alimentos. Além da construção da roda dos alimentos realizada pelas crianças (colocando os alimentos dos diferentes grupos da roda), foram dadas dicas e conselhos para uma alimentação mais variada e equilibrada.





Imagem 1 - Apresentação do projeto "Roda dos Alimentos"

Imagem 2 - Construção da roda dos alimentos pelas crianças



Uma outra área pela qual passamos durante estas semanas foi a dos resíduos, pois uma escola do concelho está a desenvolver um projeto sobre resíduos para toda a comunidade local, por isso, essa mesma escola pediu ao centro de saúde, à unidade de saúde pública ajuda para esclarecer esta problemática a pais e encarregados de educação dos alunos que frequentam essa mesma escola, posto isto nós, estagiários e os TSA Diogo e Rosa dirigimo-nos à localidade e apresentamos um power point sobre resíduos e politica dos 4 R´s.

A política dos 4 R’s permite que o consumidor reveja o seu dia-a-dia e tome atitudes ecológicas que permitem reduzir os resíduos produzidos, reutilizar materiais já usados, restaurar peças antigas e reciclar embalagens domésticas através da sua deposição no Ecoponto. Estabelecer uma política ecológica de compras e posteriormente dirigir de forma correta os seus resíduos, são princípios fundamentais para a proteção e preservação do meio Ambiente.


Reduzir
Significa que o consumidor poderá optar por produtos de longa duração e com menor quantidade de embalagens.

Exemplos: Produtos a granel, em vez dos embalados. Cesto de compras ou saco de pano para reduzir o uso dos sacos de plástico.

Reutilizar
Significa aproveitar os materiais usados, tal como as embalagens, ou produtos que permitam uma utilização ilimitada.
Exemplos: Utilize pilhas recarregáveis. Utilize recargas em vez de comprar o produto na totalidade. Utilize as embalagens (latas, garrafas de plástico) para construir peças decorativas ou outras.
Restaurar
Significa repor em bom estado; reparar; consertar.
Exemplos: Restaure os seus móveis velhos. Repare os eletrodomésticos danificados.
Reciclar
Em casa separe todas as garrafas, latas, papel e roupas velhas. Se alguma coisa se partir, tente reparar em vez de substituir (restaurar).
Exemplo: Consumir produtos com embalagens facilmente recicláveis: garrafas de vidro e de plástico, latas e caixas de cartão.

No fim da apresentação feita pelo TSA Diogo, pois nós não estávamos prontos para a apresentar, uma vez que, não tínhamos tido contacto com a apresentação, penso que a comunidade escolar ficou esclarecida e gostou da nossa intervenção pois participaram e esclareceram dúvidas que tinham.

Visita a um navio de contentores no porto de Sines


Na passada quarta-feira, dia 30 de Novembro, eu, os meus colegas da unidade de SP de Santiago do Cacém e o colega Francisco da unidade de SP de Alcácer do Sal fomos, em conjunto com o TSA Diogo, realizar uma visita a um navio de contentores atracado no Porto de Sines. O navio M.S.C Livorno apresenta como caraterísticas um comprimento fora-a-fora de 356,5 metros, uma boca de 51,2 metros e um deadweight de 153.115 toneladas.
A primeira etapa foi subir do cais para o navio, e foi essa que me assustou mais, pois as escadas abanavam por todo o lado e embora seguras pareciam inconstantes. Quando chegámos ao navio fomos muito bem recebidos, a tripulação era alemã mas falaram connosco sempre em Inglês. Pedimos então para nos mostrarem a enfermaria, a zona de confeção de alimentos, as câmaras de refrigeração dos alimentos (carne, peixe e legumes), a zona de armazenagem dos produtos alimentares, a zona de lavandaria e a casa das máquinas, ou melhor, o piso das máquinas pois estas ocupam todo o piso inferior do navio. O navio estava em perfeitas condições até porque tem apenas um ano e era a segunda viagem do mesmo. Quando estávamos dentro do navio tive a sensação de estar dentro de uma casa e isso era estranho. Mas quando descemos ao piso das máquinas assustei-me um pouco porque lembrei-me que estaríamos debaixo de água, no entanto, a experiência foi ótima e para primeiro contato com um navio não poderíamos ter encontrado um com melhores condições. Adorei a experiência e já temos a promessa de a repetir mas aí como vistoria a fim de avaliarmos as condições do navio.