domingo, 22 de janeiro de 2012

IX semana

Esta foi a última semana de estágio na unidade de saúde pública do ACESAL de Santiago do Cacém, semana essa bastante agitada, talvez por ser a última, tentámos fazer um pouco do que ainda não tínhamos feito. As atividades realizadas passaram por:

·       Auditoria a duas unidades de cuidados continuados do concelho de Santiago do Cacém;
·       Realização de três folhetos sobre poupança de água e higienização das mãos dos utentes e dos profissionais de saúde;
·       Ação de formação sobre prática de exercício físico e alimentação saudável realizadas pelo doutor Mário Jorge e pelo TSA Diogo Gomes a alunos de desporto da escola secundária de Vila Nova de Santo André;
·       Colheita de águas de abastecimento público;
·       Reunião de saúde escolar;
·       Colheita de carraças e larvas de mosquito;
·       Visita ao centro de estudos de vetores e doenças infeciosas (CEVDI) em Águas de Moura;
·       Vistoria um bar de alterne.

Auditoria aos serviços de cuidados continuados
            Foi feito um pedido de auditoria por parte da direção das unidades de cuidados continuados ao serviço de saúde pública, a fim de que fosse elaborado um auto dessa auditoria para que essas unidades pudessem concorrer a uma certificação pretendia pelos mesmos. Nesta auditoria estiveram presentes o Dr. Joaquim Toro, a TSA Rosa e os estagiários.
            Durante a auditoria visitámos duas unidades de cuidados continuados, a primeira era mais pequena, sendo que existia uma cozinha mas que apenas servia para fazer o pequeno-almoço e lanche, pois o almoço e jantar eram feitos na outra unidade e transportado para aquela. Existia também a sala de refeições, a sala de lavagem, o armazém de resíduos, a sala de enfermagem e a sala de fisioterapia. Nesta unidade foram encontrados apenas pequenos aspetos a corrigir, tais como:

·         Uma falha no revestimento do pavimento da cozinha;
·         A grelha de refrigeração do frigorífico que se encontrava conspurcada;
·         Cheiro a esgoto que indicia falhas na sinfonagem;
·         Pavimento das instalações sanitárias sem características antiderrapantes.


A segunda unidade de cuidados continuados era bem maior e nesta existia as mesmas salas que na anterior, sendo elas maiores e em maior quantidade, pois existiam dois pisos. Não foram encontradas nenhumas anomalias exceto na cozinha que realizava todas as refeições, não só para esta unidade mas também para a outra. A cozinha encontrava-se no piso -1 e estava com alguns problemas que seria necessário corrigir, tais como:
·        Pavimento que estava em mau estado de conservação pois tinha sido pintado com uma tinta de areia que se estava a soltar;
·        Extintor de combate a incêndio que se encontrava atrás de um recipiente sem que fosse possível chegar até ele rapidamente;
·        Acumulação de gelo junto à porta da câmara de congelação que indicia falha no isolamento;
·       Caixas de cartão nas câmaras de congelação e refrigeração;
·       Falta de ventilação nos armazéns de acondicionamento de géneros alimentícios;
·       Armários de loiça limpa exposta ao pó;
·       Instalações sanitárias sem ventilação;
·       Humidade e presença de fungos no teto da zona de confeção.








No final da auditoria foi realizado o auto da mesma a fim de procederem às melhorias e correções propostas. Este foi uma visita importante, uma vez que, nunca tínhamos visitado nenhum estabelecimento do género. O aspeto mais preocupante foi na zona de confeção de alimentos e será aí que deverão proceder às correções com maior rapidez.



Realização de folhetos sobre poupança de água e higienização das mãos dos utentes e dos profissionais de saúde

            Nesta semana foi-nos pedido a realização de folhetos de higienização das mãos dos utentes e dos profissionais de saúde, uma vez que, este tema é muito importante e não pode ser esquecido, pois com um pequeno gesto como a lavagem e desinfeção das mãos se podem prevenir infeções hospitalares e inclusivamente salvar vidas. Nos folhetos podem retirar informação muito importante, para isso, basta apenas clicar sobre as imagens.

Nós sugerimos também a realização de um folheto sobre a poupança de água e isto deve-se ao facto da estação do ano em que nos encontramos e da falta de precipitação que se sente nesta altura, se não pouparmos água agora, quando chegarmos às estações do ano mais quentes não vamos ter água e sem água ninguém vive. No folheto seguinte vão poder ler algumas estratégias que todos nós devemos adotar.





Ação de formação sobre prática de exercício físico e alimentação saudável


            Na terça-feira de manhã deslocámo-nos à cidade de Vila Nova de Santo André, em conjunto com o doutor Mário Jorge e o TSA Diogo a fim de estes realizarem uma formação de alimentação saudável e prática de exercício físico aos alunos de desporto da escola secundária local. Esta formação foi dada pelos dois profissionais em que o Dr. Mário falou do exercício físico, da sua utilidade e da prevenção de muitas doenças e o TSA Diogo falou de alimentação, não só de como esta deve ser feita mas também dos seus benefícios. O TSA Diogo na sua exposição conseguiu ainda complementar este tema com a segurança alimentar e alertou os alunos para a importância das nossas vistorias em estabelecimentos de restauração, da leitura dos rótulos das águas para consumo humano e do processo que o alimento deve passar desde a sua fase de criação até à fase de confeção e distribuição. Os alunos mostraram-se bastante interessados nestas duas temáticas interferindo algumas vezes nas apresentações. Para nós foi bom percebermos que algumas pessoas sabem a importância da nossa profissão e ficam interessados em conhecê-la melhor.



Reunião de saúde escolar

A reunião de saúde escolar decorreu na sede da unidade de saúde pública (Santiago do Cacém), nesta reunião estavam presentes alguns profissionais de todo o agrupamento do Alentejo Litoral, tais como enfermeiros, médicos, uma higienista oral, uma terapeuta da fala e alguns técnicos de saúde ambiental. A reunião serviu para falar de algumas orientações que surgiram e estão à espera de serem aprovadas. Falámos do programa de saúde escolar deste ano e das atividades que têm de ser realizadas, aos enfermeiros coube a tarefa da vacinação e falaram um pouco dela, quem fez também uma exposição foi a terapeuta da fala que apresentou a necessidade da sua intervenção e as suas atividades com as crianças. Também aos técnicos de saúde ambiental coube-lhes uma apresentação sobre a nova listagem de avaliação das condições de higiene, segurança e saúde nos estabelecimentos de educação e ensino. Esta nova listagem está muito melhor que a antiga mas existem alguns pontos que devem ser alterados a fim de melhorar a atuação dos técnicos nesta temática.

A reunião foi muito interessante porque vimos toda uma equipa de profissionais de saúde a trabalhar em conjunto a fim de garantir uma melhoria na saúde das crianças e jovens.


Vistoria um bar de alterne



A nossa última atividade realizou-se na sexta-feira à noite e foi uma vistoria a um bar de alterne, esta vistoria foi um pouco diferente das que estamos habituados a realizar devido ao facto do ambiente ser completamente diferente. A nível estrutural existiam duas instalações sanitárias sem antecâmara e ventilação, existia um pequeno local onde estavam as bebidas e uma pequena copa onde as lâmpadas não tinham proteção e a higienização do espaço não era a melhor. Neste bar era permitido fumar, no entanto, penso que a ventilação do espaço não era a ideal e o fumo era muito. Na visita fomos acompanhados pelo delegado de saúde e pelos dois TSA, o delegado de saúde falou com o dono para que este alertasse as funcionárias da importância da visita destas ao centro de saúde para fazer testes de despistagem de algumas doenças e realizarem consultas de planeamento familiar.

            A nível pessoal a vistoria foi inesperada pois não sabia o que estava à espera e o espaço em si era uma espaço escuro com muito fumo, no entanto, foi uma vistoria diferente que todos nós tínhamos curiosidade e que provavelmente será difícil voltáramos a ter uma experiência destas.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Saúde Escolar

A saúde é um conceito positivo, um recurso quotidiano que implica um estado completo de bem-estar físico, social e mental e não apenas a ausência de doença e/ou enfermidade (OMS, 1993). Dentro desta perspetiva, a Educação para a Saúde deve ter como finalidade a preservação da saúde individual e coletiva.

Posteriormente, a OMS, com a carta de Ottawa, definiu Promoção da Saúde como “Processo que possibilita às pessoas aumentar o seu domínio sobre a saúde e melhorá-la”, ou seja, co-responsabilizou o indivíduo pela sua saúde e pela saúde da comunidade.

Em contexto escolar, Educar para a Saúde consiste em dotar as crianças e os jovens de conhecimentos, atitudes e valores que os ajudem a fazer opções e a tomar decisões adequadas à sua saúde e ao seu bem-estar físico, social e mental, bem como a saúde dos que os rodeiam, conferindo-lhes assim um papel interventivo. A ausência de informação incapacita e/ou dificulta a tomada de decisão. Daí, a importância da abordagem da Educação para a Saúde em meio escolar.

As estratégias do Programa Nacional de Saúde Escolar (PNSE) inscrevem-se na área da melhoria da saúde das crianças e dos jovens e da restante comunidade educativa, com propostas de atividades assentes em dois eixos: a vigilância e proteção da saúde e a aquisição de conhecimentos, capacidades e competências em promoção da saúde. No desenvolvimento destas atividades, as equipas de saúde escolar assumem um papel ativo na gestão dos determinantes da saúde da comunidade educativa, contribuindo desse modo para a obtenção de ganhos em saúde, a médio e longo prazo, da população portuguesa.

O Programa Nacional de Saúde Escolar (PNSE) tem como finalidades:

  • Promover e proteger a saúde e prevenir a doença na comunidade educativa;
  • Apoiar a inclusão escolar de crianças com necessidades de saúde e educativas especiais;
  • Promover um ambiente escolar seguro e saudável;
  • Reforçar os fatores de proteção relacionados com os estilos de vida saudáveis;
  • Contribuir para o desenvolvimento dos princípios das escolas promotoras da saúde.


A escola, constituindo-se como um espaço seguro e saudável, facilita a adoção de comportamentos mais saudáveis, encontrando-se por isso numa posição ideal para promover e manter a saúde da comunidade educativa e da comunidade envolvente. É importante que todos se consciencializem de que a par do trabalho de transmissão de saberes organizados em disciplinas, à escola compete, também, educar para os valores, promover a saúde, a formação e a participação cívica dos alunos, num processo de aquisição de competências que sustentem as aprendizagens ao longo da vida e promovam a autonomia.



Ambiente escolar

A evidência científica tem demonstrado que existe uma relação entre a qualidade do ambiente e a saúde das crianças.

As principais ameaças à saúde das crianças advêm de deficientes condições de vida básicas, tais como a poluição do ar interior e exterior, a água insalubre, os alimentos inseguros, o saneamento básico impróprio, as construções inadequadas, mas também os deficientes sistemas de mobilidade e transportes, o ruído, os produtos químicos e os campos eletromagnéticos, entre outros. O impacto destas situações ambientais faz-se sentir sobretudo na saúde das crianças, especialmente antes dos 6 anos de idade. Os membros mais vulneráveis de uma sociedade não deverão pagar o preço da incapacidade dessa mesma sociedade em os proteger dos riscos do meio ambiente.


A escola, na procura permanente de um ambiente mais saudável para as crianças, deverá assegurar saneamento básico, água de qualidade, ambiente de suporte à atividade física e à mobilidade segura, ar interior e exterior livres de poluição, assim como reduzir a exposição das crianças aos riscos físicos, químicos e biológicos.



Uma forma de conhecer a vulnerabilidade das instalações, dos equipamentos e dos espaços onde as crianças brincam e circulam é através da identificação dos riscos no ambiente escolar, com o objetivo de os corrigir ou eliminar. Este procedimento implica um diagnóstico de situação com propostas de correção e o envolvimento das entidades responsáveis pelos estabelecimentos de educação e ensino, na adoção de soluções.

Os projetos e atividades, relacionadas com a comunidade educativa e os riscos do ambiente na saúde, deverão apelar à participação dos jovens nos processos de tomada de decisão e no desenvolvimento de ações que contribuam para um ambiente saudável e sustentável, através da partilha de boas práticas e de um trabalho em rede.


No contexto da intervenção de Saúde Escolar, as atividades de apoio à promoção de um ambiente seguro e saudável deverão ser dirigidas para:

·         Conscientizar a comunidade educativa para a vulnerabilidade das crianças face aos riscos ambientais que constituem as principais ameaças à sua saúde, nomeadamente: poluição atmosférica, saneamento inadequado, ruído, químicos perigosos, radiações e campos eletromagnéticos, entre outros, e as formas de os reduzir;

·         Envolver os jovens nos projetos de Educação para o Ambiente e a Saúde;

·         Promover a Segurança e contribuir para Prevenir os Acidentes: rodoviários, domésticos e de lazer ou de trabalho, quer eles ocorram na escola, no espaço peri escolar ou no espaço de jogo e recreio;

·         Monitorizar os acidentes ocorridos na escola e no espaço peri escolar;

·         Avaliar as condições de Segurança, Higiene e Saúde nos Estabelecimentos de Educação e Ensino, incluindo cantinas, bares e bufetes e espaços de jogo e recreio, com os Serviços de Saúde Pública, envolvendo o órgão de gestão da escola e toda a comunidade educativa, as autarquias, as associações de pais, forças de segurança, proteção civil e bombeiros.


É com este último ponto que fica justificado a intervenção da saúde pública na importância da saúde escolar. Na primeira semana depois da pausa para férias deslocámo-nos a uma escola do concelho para avaliarmos as condições de segurança, higiene e saúde do estabelecimento de educação e ensino em causa, este foi o nosso primeiro contato com este tema e para isso, utilizamos um formulário da direção geral de saúde. Com este formulário apercebemo-nos que existiam algumas lacunas na escola em causa. Depois da visita realizámos o relatório em que é descrito todas as anomalias encontradas, esse auto á apresentado de seguida.

Clique aqui para ver!

 
Depois da realização do respetivo relatório este é enviado para a escola na qual fizemos a avaliação, a fim de que a direção da mesma avise o ministério da educação para que este proceda às melhorias propostas, no entanto, na maior parte das vezes o que a escola referiu é que como o ministério da educação não tem fins montários para enviar para a escola a direcção desta proceda às melhorias dos pequenos problemas que tem capacidade para resolver. Com esta experiência fiquei a perceber melhor a nossa atuação nesta área e a importância da mesma.

Vagas de frio

Uma vaga de frio é produzida por uma massa de ar frio e geralmente seco que se desenvolve sobre uma área continental. Se o corpo humano é exposto a temperaturas muito frias tenta manter o equilíbrio através de mecanismos de regulação da temperatura. Quando a exposição é muito prolongada, a temperatura corporal baixa, uma vez que, o calor perdido é superior àquele que é produzido.

Os grupos mais vulneráveis ao frio são:
Bebés e pessoas idosas
                                
  • Muito suscetíveis: não têm grande perceção das alterações de temperatura, isto é, não sentem muito frio no Inverno, tal como não sentem muito calor no Verão.

Estão também particularmente em risco as pessoas que:

  • Têm doenças crónicas, em especial cardíacas, vasculares, respiratórias, reumáticas, diabetes e doenças da tiróide;
  • Têm perturbações da memória, problemas de saúde mental, alcoolismo, ou demência;
  • Tomam certos medicamentos como psicotrópicos ou anti-inflamatórios;
  • Têm redução da mobilidade;
  • Têm dificuldades na realização das atividades da vida diária;
  • Estão mais isoladas;
  • Estão em situação de exclusão social.

A prolongada exposição ao frio pode causar hipotermia e queimaduras, tornando-se ameaçador para a vida humana, sendo as crianças e os idosos os mais vulneráveis.
As vagas de frio conduzem ao encerramento de escolas e à paralisação de diversas atividades, induzindo também uma maior pressão sobre a produção de energia, devido às maiores solicitações à rede elétrica. Estas vagas podem ainda causar a necrose de agroculturas, pois em situações de temperatura muito baixa e vento moderado pode ocorrer o congelamento dos fluidos que circulam no interior das plantas (“geada negra”).

Durante uma vaga de frio a formação de gelo nas estradas é comum, originando uma condução rodoviária perigosa que muitas vezes conduz a acidentes de viação. As pessoas que se incluam num grupo vulnerável devem atender às recomendações gerais para o frio e às recomendações para grupos vulneráveis.

“Face a condições meteorológicas adversas a Direcção-Geral da Saúde reforça as recomendações para a população em geral para que se tomem medidas de proteção, tais como:

  • Use calçado adequado que evite o risco de queda. Evite molhar os pés e, consequentemente, o seu arrefecimento;
  • Na condução tenha em atenção o estado do piso molhado e escorregadio por forma a evitar acidentes;
  • Mantenha o vestuário seco;
  • Apesar da chuva tenha em atenção que, o interior da sua habitação deve estar bem ventilado, sobretudo quem utilize aparelhos de queima. Cuidado com o Monóxido de Carbono;
  • Tenha cuidado com as infiltrações e humidades, as quais favorecem o desenvolvimento de microrganismos (bolores, fungos, leveduras e ácaros) que podem originar alergias e infeções respiratórias;
  • Após as chuvas providencie a eliminação de acumulações de água com detritos orgânicos.”

Devido a todos estes problemas e grupos de risco foi-nos proposto a elaboração de um cartaz e um folheto para que os pudéssemos colocar no centro de saúde e espalha-los pelos outros centros de saúde pertencentes ao Agrupamento do Alentejo litoral. Nesses cartazes e folhetos tentámos colocar um pouco da informação acima referida para que os utentes pudessem tomar conhecimento principalmente das recomendações acerca deste tema.

Em baixo podem visualizar o respetivo cartaz e folheto elaborado por nós.




VII e VIII semanas

A VII e VIII semanas de estágio são as nossas ante e penúltimas semanas e consequentemente as minhas últimas publicações de estágio neste blogue. As primeiras semanas do ano 2012 começaram muito calmas, uma vez que, com esta época festiva todos colocaram um pouco de parte as prioridades e deixámos de receber os projetos que tanto trabalho nos dão na nossa unidade, no entanto com a chegada da segunda semana as atividades foram-se intensificando. Nestas duas semanas que passaram as atividades realizadas foram as seguintes:


·         Realização do auto de auditoria ao armazém de resíduos que anteriormente tinha-mos auditado;

·         Elaboração de um cartaz e folheto acerca das vagas de frio;

·         Saúde Escolar numa escola do concelho e elaboração do respetivo auto de auditoria;

·         Elaboração dos dísticos que distinguem o grupo I e II do grupo III dos resíduos, a fim de estes serem colocados nos consultórios e outras salas de tratamento do centro de saúde de Santiago do Cacém;

·         Colheita de água de piscina em profundidade;

·         Gravação de uma crónica na rádio Sines (Na próxima publicação colocarei as minhas duas crónicas, em formato mp3, para que todos as possam ouvir);

·         Elaboração do certificado de participação da ação de formação sobre planeamento já referida numa anterior publicação.



Realização do auto de auditoria ao armazém de resíduos

            Na anterior publicação sobre resíduos hospitalares tive o prazer de descrever a nossa auditoria ao armazém de resíduos de um centro de saúde. Nessa auditoria como já foi referido encontrámos alguns problemas que têm de ser resolvidos, após a nossa pausa para férias foi-nos proposto a realização do auto com todas as anomalias encontradas. De seguida apresento o auto da auditoria.






 
Elaboração dos dísticos que distinguem o grupo I e II do grupo III dos resíduos

            Após termos verificado que os recipientes dos resíduos tinham apenas a identificação nos sacos e que algumas funcionárias poderiam trocar os recipientes decidiu-se elaborar uns dísticos para colocar nesses mesmos recipientes, em todo o centro de saúde (sala de vacinação, planeamento familiar, tratamento, diabéticos, os consultórios médicos e a sala de higiene oral). Estes dísticos servem para que os médicos e especialistas coloquem o resíduo no sítio certo e para que as funcionárias que recolhem os resíduos não troquem os sacos e os recipientes dos mesmos.



Imagem 1 - Colocação dos dísticos nos recipientes de resíduos

Imagem 2 - Recipientes de resíduos identificados


Colheita de água de piscina em profundidade


            No tema das colheitas de água em piscinas foi referido que não tínhamos tido a oportunidade de fazer a recolha em profundidade, uma vez que não existiam frascos suficientes, por isso a TSA Rosa pediu ao laboratório que nos enviasse alguns frascos para podermos fazer a mesma colheita. O processo de colheita em profundidade já foi referido e para o ver clique aqui!

            O meu primeiro contato não correu muito bem, uma vez que o frasco criou vácuo e eu não o consegui abrir, no entanto repeti o procedimento com outro frasco e correu tudo bem, não achei a colheita difícil de realizar é necessário apenas um pequeno jeito para a tampa abrir e depois fechá-lo quando o mesmo estiver cheio. Gostei muito de fazer esta colheita, uma vez que, nunca tinha tido oportunidade de a fazer. Ficam agora algumas imagens que mostram o processo da colheita.

Imagem 3 - Colocação das cordas no frasco de profundidade

Imagem 4 - Colheita de água em profundidade

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Colheita de água de piscinas

Nos últimos anos, a nível autárquico, houve um grande investimento no equipamento dos concelhos com piscinas municipais de modo a que a população pudesse ter acesso a uma atividade física e lúdica durante todo o ano. O número de utilizadores destes espaços tem vindo a aumentar, especialmente dos grupos etários mais baixos, nomeadamente crianças em idade pré-escolar e escolar, e também nos idosos. O aumento do número de utilizadores obriga a uma rigorosa vigilância da qualidade da água de forma a evitar doenças de transmissão hídrica.

As piscinas são um ambiente particularmente agressivo para o homem, dada a sua temperatura, humidade e reduzido vestuário. Neste ambiente podem proliferar microrganismos e acumularem-se substâncias químicas.
Para combater todos estes problemas a unidade de saúde pública do centro de saúde de Santiago do Cacém tem um programa de vigilância da qualidade da água de piscinas cobertas, por isso, nós estagiários em conjunto com a TSA Rosa, fizemos uma colheita de água às piscinas municipais cobertas de Santiago do Cacém. Para efetuarmos essa recolha preparamos os frascos que vieram do laboratório de Évora.


Material
O material necessário para as atividades de amostragem é o seguinte:
- Frasco de vidro ou polietileno, de capacidade adequada, esterilizado interior e exteriormente;
- Frasco de mergulho de capacidade adequada, esterilizado em caixa metálica;
- Frasco de polietileno de capacidade adequada, para amostras para análise química;
- Cordas de algodão ou nylon, tipo pesca, esterilizáveis ou outro equipamento adequado para colheita em profundidade;
- Botas descartáveis;
- Mala térmica;
- Termoacumuladores;
- Aparelho para determinação do cloro residual / cloro total / pH;
- Termómetro.


Ações a efetuar no momento da colheita
No momento da colheita deve ser efetuado(a) o(a):
- Determinação do cloro residual livre e combinado, em que o cloro residual livre se mede com uma pastilha de Dph nº1 e o cloro total para ser medido tem de se adicionar à solução do cloro residual livre uma outra pastilha de Dph nº3. Para saber o cloro combinado retira-se ao valor do cloro total o valor do cloro residual;
- Determinação do pH;
- Determinação da temperatura;
- Preenchimento da ficha de colheita e identificação da amostra;
- Identificação das amostras, preenchendo o rótulo dos frascos com os seguintes elementos:
Código (correspondente à ficha de colheita);
Identificação do ponto de colheita.

 
Técnica de colheita para análise microbiológica
A análise microbiológica de uma água de piscina implica duas colheitas, uma em profundidade para pesquisa de bactérias presentes em todo o volume do tanque e indicadoras de contaminação fecal, e uma superficial para deteção de bactérias patogénicas, que se acumulam no filme superficial da água, constituído por óleos e gorduras.

·         O técnico que efetuar a colheita deve dirigir-se à zona do cais da piscina usando calçado apropriado.
·         O local de colheita da amostra para a análise microbiológica deve ser junto ao rebordo interno e no ponto mais afastado da entrada da água na piscina.

Os procedimentos a seguir na colheita para análise microbiológica devem ser os seguintes:

A - TÉCNICA DE COLHEITA À SUPERFÍCIE
1. Desinfetar as mãos;
2. Destapar o frasco na proximidade da água, conservando a tampa virada para baixo, sem a pousar ou tocar no seu interior;
3. Mergulhar o frasco em posição inclinada e sem que a boca fique completamente submersa;
4. Deslocar o frasco para a frente até ao seu enchimento, de modo a captar a camada superficial. O frasco não deverá ficar completamente cheio;
5. Retirar o frasco, fechá-lo e identificá-lo.

Imagem 1 - Colheita da camada superficial do tanque pequeno


B - TÉCNICA DE COLHEITA EM PROFUNDIDADE

1. Prender as cordas aos dispositivos da armação do frasco, mantendo este dentro da caixa de proteção, ou preparar outro tipo de equipamento, de acordo com as respetivas instruções.
2. Submergir o frasco à profundidade pretendida (cerca de meia altura da piscina).
3. Acionar a corda de abertura do frasco.
4. Depois de cheio, fechar o frasco e retirá-lo.
5. Identificar o frasco e colocá-lo na caixa metálica.

Imagem 2 - Colocação das cordas no frasco de colheita

Imagem 3 - Colheita em profundidade

Imagem 4 - Armazenagem do frasco de colheita

 
Técnica de colheita para análise química
Para a colheita de amostras para análise química devem ser utilizados os frascos com volumetria e no número estipulado pelo laboratório.
·         O local de colheita da amostra para a análise química deve ser junto a uma das saídas de água.
Os procedimentos a seguir na colheita para análise química devem ser os seguintes:
1. Desinfetar as mãos.
2. Destapar o frasco na proximidade da água, conservando a tampa virada para baixo, sem a pousar no chão.
3. Mergulhar o frasco em posição vertical a uma profundidade de cerca de 20 cm, inclinando-o para encher.
4. Deslocar o frasco para a frente até ao seu enchimento. O frasco deverá ficar completamente cheio.
5. Retirar o frasco, fechá-lo e identificá-lo.

 
PARÂMETROS
Os parâmetros microbiológicos são avaliados posteriormente no laboratório de Évora, os parâmetros microbiológicos avaliados são os referenciados no Anexo II Decreto Regulamentar nº 5/97 de 31 de Março, conforme o estipulado no Manual de Boas Práticas de Medicina Física e de Reabilitação, publicado através do Aviso nº 9448/2002 (2ª série) de 31 de Julho:
·         Germes totais a 37ºC e às 24 h;
·         Coliformes totais;
·         Escheríchia coli;
·         Enterococos fecais;
·         Estafilococos produtores de coagulase;
·         Total de estafilococos;
·         Pseudomonas aeruginosa.

Os parâmetros físico-químicos mínimos para avaliação, devendo a sua determinação ser feita sistematicamente no local de colheita, são os seguintes:

·         Temperatura;
·         pH;
·         Cloro residual livre;
·         Cloro residual total.

Imagem 5 - Medição da temperatura

Imagem 6 - Medição do cloro residual livre

Durante a colheita tive a oportunidade de fazer uma superficial e a medição de temperatura do tanque pequeno, também tive a oportunidade de assistir e perceber como se faz a colheita em profundidade. Não a pudemos fazer, uma vez que, só existia um frasco e nenhum de nós sabia fazer, no entanto, foi-nos dito que ainda faríamos uma dessas colheitas.